8 de dez de 2008

Correndo atrás da redução de custos

Após o anúncio de retirada da equipe Honda da F1, qualquer sugestão é válida para reduzir os gastos e salvar as equipes, ou melhor, salvar a Fórmula1.

Max Mosley, um dos mais ativos com relação a propostas, na próxima reunião, dia 12 de Dezembro, pretende apresentar uma nova, que afetará aos pilotos: redução dos salários.


"Os pilotos tem que baixar seus salários.(...). Sempre será melhor pagar 1 milhão ao invés de 20, no lugar de despedir a 500 pessoas".

O ideal seria impôr um teto salarial, para que a medida seja cumprida. A fonte de ingressos dos pilotos não é bem o salário, mas sim, os ingressos publicitários, o que faz com que a medida seja possível.

Por outro lado, a FOTA, nessa mesma reunião, pretende conversar com Max Mosley sobre a divisão de lucros.

"Primeiro vamos conversar com Max Mosley para apresentar nossas propostas, mas também já decidimos que é preciso reunir-se com Bernie Ecclestone para falar da distribuição de ganâncias".

"Para salvar a F1, precisamos de, no mínimo, 40 milhões por equipe" - disse Montezemollo.

Segundo o jornal espanhol AS, a FOM, propriedade de Bernie Ecclestone, leva metade dos 3 bilhões de euros(aproximadamente) que a F1 arrecada de direitos de Tv. A equipe vencedora do Mundial, leva 200 milhões de euros, em quanto o resto das equipes, apenas por participar levam 50 milhões, cada uma.

Luca de Montezemolo quer renegociar esses números e assim garantir a sobrevivência das pequenas equipes. Com 40 milhões a mais, somados aos 50 por participação, e a redução de custos, assegurariam a manutenção das equipes e abriria as portas para novos participantes.

Falando em números aproximados, os 1 bilhão e meio dos direitos de tv restantes, são distribuídos segundo os resultados no Mundial, ou seja, menos incentivos às pequenas equipes.


"Tomamos importantes decisões de redução de custos para 2009 e 2010, e uma proposta de novos motores para 2011. Tentaremos ajudar especialmente às equipes pequenas para a próxima temporada".

A FIA apóia a medida, mas Bernie Ecclestone não parece estar a favor:

"Temos um acordo com as equipes onde diz que as equipes receberão 50% dos benefícios. O que fazemos com nossa parte é coisa nossa".



Fonte: www.f1-live.com
www.as.com

3 comentários:

Eu, particularmente, discordo de que equipes mais bem colocadas no mundial devam receber mais benefícios... Acredito que o melhor é dividir em quantidades iguais entre as equipes participantes...

As que vencerem mais terão melhores contratos com patrocinadores, e isso já é uma grande vantagem competitiva...

E quanta à parte da grana da FIA, isso não é diferente de qualquer assunto que gera discussão atualmente:

Tem que dividir a riqueza "dos outros"...

"Os outros" devem mudar seu modo de vida por causa do meio ambiente...

A preocupação com o meio ambiente é por causa do estrago causado "pelos outros"...

Tanto estrago em Santa Catarina e "os outros" não ajudam...

E assim por diante, as pessoas gostam de dar pitaco no que "os outros" precisam fazer, mas ninguém corta a própria carne...

A FIA é quem mais tem que reduzir os seus dividendos... E deve dar justificativa SIM sobre onde vai parar sua parte (além das "orgias")... Ou fica fácil de surgirem argumentos para se criar uma categoria paralela... E isso não é bom...

FIA e FOM só falam em redução de gastos.
Mas na hora de abrir os cofres pra incentivar e ajudar as equipes, ae cada uma sai pela tangente.
Chegou a hora de cada um ceder um pouco pra tentar manter a categoria estavel.

Acabei de ler que Max Mosley deu até quinta-feira para as equipes fazerem a opção pelo motor padrão e assim garantir a fabricação do mesmo.
Tres equipes já mostraram interesse.
Mas segundo a revista Autosport, seriam 5 equipes. Entre elas a Force India e a Renault.
Ué? FI e Renault???
A Force India não acabou de assinar um acordo com a Mercedes pra fornecer motor?
Fernando Alonso já disse que se tiver motor padrão, ele se aposenta da F1. E ae Renault? Como faz?

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