Segundo post da série sobre as proibições aerodinâmicas na F1 desde sua criação...
Voltamos um pouco na história, mais precisamente em 1977, porque nesse ano surgiram outras duas inovações: pneus sulcados e o motor turbo.
O percursor do motor turbo foi o Renault RS/01. Ao princípio, a equipe teve problemas com o novo tipo de motor, que apresentava problemas de confialbilidade. Vieram a solucionar totalmente este problema em 1983.

Renault RS/01
Durante os anos de desenvolvimento dos motores turbo, deu-se uma batalha entre equipes como a Lotus ou Williams, que usavam o "efeito-solo", e as equipes com seus custosos motores turbo, como Renault ou Ferrari, por exemplo.
Porém, 1983 foi o último ano em que um motor "normal" ganhava uma corrida onde competisse um motor "turbo".
Os turbos melhoravam a cada ano e a FIA tentava alternativas para diminuir a velocidade dos carros - diminuindo carga de combustível, limitando a pressão do turbo, etc...- e para diminuir os investimentos exagerados no desenvolvimento técnico do motor.

Em 1987, chegaram a realizar um campeonato paralelo para os "não-turbinados". O campeonato de Construtores se chamou "Colin Chapman Cup" e, o de Pilotos "Jim Clark Cup". Durou apenas uma temporada.
Além disso, foi o ano em que reentroduziram os motores atmosféricos (normais) nas corridas, aumentando sua cilindrada para "dar conta" dos motores turbo. Apesar das medidas, os turbo continuaram dominando.
Em 1989, a FIA proibiu, finalmente, os motores turbinados.
Chegamos a outro momento-chave da Fórmula 1: os carros "ativos". Carros controlados por suspensões ativas, controles de tração, freios ABS, caixa de marcha semi-automáticas, controles de largada automáticos, etc...
A Lotus em 1986 desenvolveu um sistema de suspensão ativa controlada eletrônicamente. Na parte da frente do carro, através de sensores, mediam a quantidade de ar e subiam ou baixavam o carro, dependendo da zona emq ue atuava. Dessa forma a aerodinâmica se adaptava às subidas ou baixadas.

Lotus 99T
A Lotus disputou a temporada de 1987 completa com o Lotus 99T, com o OK de Ayrton Senna. Apesar de conquistarem 2 vitórias, nem tudo agradou. O dispositivo aumentava o peso do carro de 10 a 12 Kg e a bomba hidráulica "roubava" potência do motor. Ao final, o carro não era tão competitivo como esperavam.
Em 1991, a Williams desenvolveu seu próprio sistema de suspensão ativa que consumia pouca potência. Apesar de ser o carro mais rápido do grid, a Mclaren era mais fiável e o campeonato ficou com eles. No ano seguinte, com algumas melhoras, o FW 14B foi imparável.

FW 14B
Em 1993, a FIA voltou a se preocupar com a passagem pelas curvas e tentou proibir as suspensões ativas. A idéia era considerá-las "dipositivos aerodinâmicos móveis", algo proibido pelo regulamento. Em 1994 foi, finalmente, proibido.
Na verdade, em 1994, se proibiram as "ajudas aos pilotos": controle de tração, freio ABS, suspensão ativa, rodas traseiras direcionais e tudo o que podia servir de ajuda.
Continua...
No próximo sábado, chegamos à metade da década de 90, um dos períodos com maior número de proibições na F1...
- Proibições Aerodinâmicas da F1 - 1º parte
Fontes:http://formula1.escharlamotor.org
www.wikipedia/historiadaformula1