Essa entrevista foi dada ao Correio Brasiliense no dia 05/12/07,poucos dias antes do anúncio da Renault confirmando Alonso e Nelsinho.
Qual sua expectativa para a temporada 2008 da Fórmula 1?
Tenho certeza de que será uma temporada bastante disputada, como a deste ano. Espero ter a oportunidade de participar como piloto titular, uma vez que as negociações ainda estão em andamento. Meu trabalho é todo voltado para esse foco.
Como você está se preparando para a transição, já que deve passar de piloto de
testes a piloto oficial de competição?
Já venho me preparando há bastante tempo para ser titular na Fórmula 1. Esta temporada como piloto de testes foi muito importante, porque aprendi muito sobre a categoria, o carro, os circuitos, o modo como tudo funciona. Esse tipo de informação é fundamental para quem quer ser um vencedor na Fórmula 1.
Qual é o papel do seu pai nesta nova fase da sua carreira?
Meu pai é sempre uma referência para mim. Ele tem muita experiência e me ajuda a ver qual é o melhor caminho a seguir. Suas orientações e seu apoio têm sido essenciais durante toda a minha carreira. Se eu cheguei onde cheguei, devo muito a ele.
Você recebe muitas cobranças por ser filho de um tricampeão mundial?
A cobrança existe desde o início da minha carreira, já estou acostumado. É normal que eu seja mais cobrado, tanto pelo público como pela imprensa. Mas ser filho de um tricampeão mundial também tem muitas vantagens, já que me ajuda a abrir portas e me dá mais visibilidade.
A experiência como piloto de testes da Renault facilita a negociação para fechar contrato com a escuderia?
A equipe está muito satisfeita com meu desempenho como piloto de testes e espero que isso conte a meu favor na definição dos pilotos para a temporada do próximo ano.
Como você avalia a estrutura da Renault?
É uma excelente equipe, foi campeã duas vezes nos últimos três anos. Tenho certeza de que, caso eu seja titular, terei uma estrutura bastante competitiva para disputar o campeonato de Fórmula 1.
Como é seu relacionamento com Flávio Briatore, diretor técnico da equipe?
Temos um bom relacionamento profissional. O Briatore confia no meu trabalho e eu, no dele.
Você pode ser companheiro de Fernando Alonso, bicampeão mundial. O que pensa dele? Espera um relacionamento fácil?
O Alonso é um piloto que, apesar de novo, já tem bastante experiência. Não é qualquer um que vence duas vezes a Fórmula 1. Se eu vier a ser seu companheiro, espero que tenhamos um bom relacionamento profissional, de modo a trazer benefícios para a equipe e que cada um possa respeitar o trabalho do outro.
Como viu a decisão do campeonato de 2007?
Foi um campeonato bastante disputado, como há muito tempo não se via. O Raikkonen teve um bom fim de temporada, ao contrário do Hamilton, e isso foi essencial para que ele fosse campeão. Acho que foi uma vitória justa.
O que achou do desempenho de Lewis Hamilton nesta temporada de estréia? Ele foi campeão da GP2, em 2006, com você em segundo lugar. Espera reeditar o duelo?
O Hamilton é um piloto talentoso e foi beneficiado pelo fato de ter o melhor carro da temporada. Ele fez um campeonato agressivo, mas acabou pecando no final e perdendo o título. Caso a McLaren esteja competitiva no próximo ano, acredito que ele possa ter novamente um bom desempenho.
Como você avalia as chances dos outros pilotos brasileiros, Felipe Massa e Rubens Barrichello?
É difícil dizer. O desempenho dos dois vai depender da competitividade de suas equipes. A Ferrari tem se mostrado eficiente nos últimos anos e, se continuar assim, o Massa pode fazer uma boa temporada. Já a Honda (equipe de Barrichello) não foi bem este ano, mas a performance da equipe tende a melhorar com a entrada do Ross Brawn (chefe de equipe, ex-diretor técnico da Ferrari).
Quais equipes estarão mais competitivas na próxima temporada da Fórmula 1?
Ainda não dá para saber. Só será possível ter uma idéia mais concreta no início da temporada.
Você acha que a imagem da Fórmula 1 ficou abalada com o escândalo de espionagem que rendeu punição à McLaren e envolveu mais tarde a Renault?
É claro que não foi bom, mas a Fórmula 1 é uma categoria forte, competitiva, tradicional. Não acredito que haverá problemas na imagem da categoria e, no final de contas, todos tiraram suas próprias lições.
Observações
O Nelsinho me pareceu muito "politicamente correto",vocês não acham não??
Acho que "guardou" muita coisa na hora da entrevista...opinião sobre o Massa e o Barrichello,caso "espionagem",enfim...espero que seja só agora no começo.
De qualquer forma,agora ele já tá confirmado.Vamos ver como ele se "comporta".
Na verdade espero mesmo que seja só agora,porque prefiro muito mais pilotos como Senna,Alonso,Piquet,Montoya...que pilotos "certinhos" na hora de expôr opiniões.
Não sei...pode ser uma "queda" minha por Bad Boys também...hahahahah
Fonte: Correio Brasiliense(Eneila Reis).Mas o carinho e a disposiçao é do meu queridíssimo amigo Cyborg, que me enviou a entrevista.Valeu Cyborg!!Beijos